Vulcão de Yellowstone pode ser uma ameaça a vida na Terra

Você já ouviu falar no vulcão de Yellowstone? Atualmente, é considerado um supervulcão e notícias recentes divulgadas nos noticiários e na internet levantam a hipótese de que, em breve, ele poderá entrar em erupção. Será mesmo?

No post de hoje vamos conhecer um pouco mais sobre o vulcão de Yellowstone e as consequências de uma atividade de maior amplitude. Boa leitura!

Características do Vulcão de Yellowstone

O vulcão de Yelloswtone é, hoje em dia, o supervulcão mais conhecido e que desperta grande curiosidade nas pessoas, pois se entrasse em erupção poderia devastar a maior parte do continente norte americano, além de causar outras consequências a nível global que seriam sentidas por muitos anos. Há quem diga que poderia até mesmo extinguir a vida na Terra.

Em relação a sua estrutura e dimensões, ele difere de outros importantes vulcões que também chamam a atenção e tiveram atividades recentes devastadoras:

  • Shiveluch, na Rússia, última atividade em 1999;
  • Sakurajima, Japão, ativo em 2016;
  • Etna, na Itália, erupção em 2017;
  • Kilauea, no Havaí, atividade em 2018;
  • Krakatoa, na Indonésia, em constate erupção.

Todos estes são menores em termos de profundidade, área e volume de rocha derretida que comportam. No caso do vulcão de Yellowstone os valores são, respectivamente: 55 km, 300 km³ e 2700 km². Assustador, não?

Uma outra característica é sua a cor amarelada. Ela é decorrente da enorme quantidade de enxofre como um dos componentes químicos que predominam em sua composição.

Lembrando um pouco a história do vulcão de Yellowstone já houve três erupções e cada qual produziu caldeiras específicas:

  • Há 2,1 milhões de anos – Island Park;
  • Há 1,3 milhões de anos – Henry’s Fork;
  • Há 640 mil anos – Yellowstone.

A localização desse gigante é em três estados adjacentes dos Estados Unidos: Wyoming, Idaho e Montana. Mas a maior parte dele fica no primeiro e, mais especificamente, no conhecido Parque Nacional de Yelloswtone.

O Parque Nacional de Yellowstone

curiosidades e fatos sobre a vida na terra

O local que abriga a maior parte do perigoso vulcão é o Parque Nacional de Yellowstone.

Foi inaugurado no ano de 1872 e marcou a história, pois foi o primeiro parque preservacionista do mundo a contar com os recursos financeiros do governo. Depois dele, a ideia disseminou-se pelo mundo e outros países implantaram parques com a mesma intenção de sustentabilidade.

Além disso, o Parque Nacional de Yellowstone entrou para o imaginário de pessoas no mundo todo a partir da sua representação fictícia no famoso desenho do Zé Colmeia, a partir de 1958. Na série o nome do parque era Jellystone.

Mas, além dos pontos citados acima, você quer saber quais os motivos para a enorme atratividade desse parque? Abaixo listamos alguns:

  • Possui uma riqueza de diferentes espécies animais e vegetais;
  • É repleto de lagos policromáticos e termais;
  • Abriga o apreciado Grand Canyon;
  • Conta com vários vales; 
  • Quedas d’água como a Upper e a Lower Falls fazem parte do local;
  • É constituído pela maior reserva de gêiseres do mundo.

E, evidentemente, tantas riquezas naturais são consequências da presença do supervulcão Yellowstone! Ou seja, é este o responsável por um dos maiores pontos turísticos do mundo que recebe anualmente cerca de três milhões de visitantes.

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Por que é considerado um supervulcão?

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Um supervulcão, termo cunhado por jornalistas em 2003, diferem dos outros tipos de vulcão não apenas pela diferença de tamanho. Distinguem-se pela quantidade de lava que ejetam durante uma erupção e pela formação geológica que deixam na crosta terrestre após tal evento.

O volume de magma pode chegar a 1000 km³. E ao invés de formarem estruturas em forma de cone como estamos acostumados a associar com os outros vulcões, eles geram as caldeiras.

No caso do supervulcão de Yellowstone, sua caldeira é de 90 km. E, além disso, sua cratera é duas vezes maior do que a cidade de São Paulo, para termos uma ideia de sua grandiosidade.

Os vulcanologistas estimam que existam entre 5 a 10 supervulcões no mundo e dentre eles citamos o Taipo, na Nova Zelândia, e o Caldera La Garita, no estado do Colorado nos Estados Unidos.

O que pode nos deixar um pouco mais tranquilos é que para entrarem em atividade, os supervulcões precisam de muita lava e o acumulo leva bastante tempo para ocorrer. Geralmente em torno de 10 a 100 mil anos. E, além disso, a temperatura do planeta Terra deve estar mais elevada para estimular a atividade desses gigantes assustadores.

Quais as consequências de uma erupção do supervulcão de Yelloswtone?

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Diante de tudo isso, aposto que você está curioso para saber o que de fato pode acontecer caso tal estrutura resolva entrar em uma atividade intensa e gerar uma erupção.

De acordo com o vulcanologista Michael Poland, as consequências imediatas seriam, no mínimo, as seguintes:

  • Elevação da superfície do Parque Nacional de Yellowstone;
  • As águas das fontes termais ferveriam e ficariam ácidas;
  • A região apresentaria uma série de terremotos;
  • Uma chuva de lava e cinzas atingiria cerca de 25 km de altura;
  • Lodos de cimento seriam formados;
  • Ocorreria a morte de todos os seres vivos presentes nas proximidades.

Além delas, poderiam haver problemas a nível global e o mesmo pesquisador cita alguns:

  • Diversos locais do globo ficariam inabitáveis;
  • A temperatura do planeta aumentaria consideravelmente;
  • Ciclones tropicais seriam recorrentes;
  • A agricultura deixaria de existir.

Ora, são consequências bastante catastróficas, não é mesmo? Por isso, o melhor é que os estudiosos continuem atentos para os possíveis sinais que o supervulcão de Yellowstone possa apresentar. E quem sabe, descubram alguma estratégia para contê-lo.

O que você acha? Tem receio de que esse gigante adormecido resolva acordar? Conte para a gente nos comentários!

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