Veja quem inventou a caneta

Os primeiros objetos usados para escrita é algo bem antigo em nossa história. Por volta de 24.000 a.C., os primeiros desenhos foram feitos em paredes rochosas pelos “homens das cavernas”. Esses desenhos mostravam sua vida cotidiana, como a caça, agricultura e até alguns rituais.

Antes do surgimento da escrita impressa, as pessoas tinham que escrever toda e qualquer informação a mão. Para isso, era necessários objetos que pudesse levar a tinta até a superfície a ser escrita. Por volta de 6.000 anos atrás, os egípcios criaram talvez a primeira forma de folha para ser escrita, o papiro. O papiro era uma manta de junco trançada, unida numa folha fina e dura.

papiro

Com a invenção do papiro, era necessário um objeto para escrever. Os antigos egípcios usaram então um pedaço fino de bambu, que era oco e servia para colocar a tinta usada. Essa seria a primeira caneta tinteiro inventada.

Outro objeto que foi usado por muito tempo para a escrita, foi a pena. O uso da pena foi introduzido por volta do ano 700 d.C., as penas de ganso eram mais comuns, as penas de cisne eram de alta qualidade, sendo escassas e mais caras. Para fazer desenhos de linha fina, penas de corvo eram as melhores, então vieram as penas da águia, coruja, falcão e peru.

A invenção da caneta esferográfica

caneta esferografica

O inventor da caneta esferográfica foi o jornalista húngaro Lásló József Bíró (1899-1985), que patenteou o invento em 1938. A ideia surgiu quando ele observou crianças jogando bolinhas de gude, rolando-as em uma poça, e deixando para trás um rastro de lama perfeitamente homogêneo. Com essa observação, Biró pensou em inserir uma pequena esfera na ponta da caneta, que poderia impregnar em uma tinta viscosa, e assim pudesse escrever suavemente.

Ele patenteou sua invenção na França em 1938. No ano de 1940, Lásló Biró abriu a empresa biró na Argentina. Durante muitos, anos ter uma caneta esferográfica era um luxo, devido ao seu alto preço. Em 1945, Bíró vendeu os direitos de patente para o barão francês, Marcel Bich, pois sua invenção precisava de um grande investimento inicial para entrar no mercado.

Assim nasceu a caneta “Bic”, a mais vendida no mundo. Consequentemente o barão tornou-se muito rico, enquanto Bíró morreu em absoluta pobreza. Em setembro de 2005, a BIC anunciou que havia vendido 100 bilhões de canetas descartáveis, tornando-se a mais vendida no mundo.

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