O que é um átomo?

Aposto que você já ouviu falar em átomo, certo? Aquela partícula fundamental que constitui a matéria. Mas o que era o átomo na antiguidade e como ele é compreendido atualmente? Será que muita coisa mudou?

Confira o post de hoje e relembre ou descubra mais sobre o átomo.

O que é a matéria?

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Como já dissemos, o átomo é a partícula fundamental que compõe a matéria. E esta é tudo aquilo que ocupa um lugar no espaço e possui massa. Confira abaixo algumas coisas que são consideradas materiais:

  • As pessoas; 
  • Os computadores;
  • Os livros;
  • Os prédios;
  • As comidas;
  • As flores;
  • As pedras;
  • As árvores.

Enfim, praticamente tudo que conhecemos e podemos tocar é matéria.

Bom, já que o átomo é o menor componente da matéria, logo, estamos rodeados por átomos e, inclusive, os possuímos em nosso próprio corpo, certo?

Mas quando será que descobriram essa importante partícula, integrante de tudo aquilo que nos rodeia?

De volta no tempo: a história do Átomo

Os estudos sobre os átomos começaram milhares de anos atrás. Foram os gregos, durante a antiguidade, os primeiros a conceituarem a partícula. Estabeleceram então as bases que fundamentaram, e ainda fundamentam, todos os estudos posteriores sobre ela.

Primeira referência histórica

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Leucipo, nascido em 500 a.C. e Demócrito, nascido em 460 a.C., na Grécia, foram dois filósofos, fundadores da doutrina conhecida como atomismo. O primeiro, inclusive, foi o professor do segundo.

Segundo a teoria dos dois, o mundo era constituído única e exclusivamente por vazio e por átomos. Estes não podiam ser percebidos pelos sentidos humanos, mas formavam tudo aquilo que poderia ser identificado através do movimento.

De maneira simplificada, o que eles queriam dizer era que o ser humano era incapaz de detectar o elemento primordial através dos cinco sentidos, apenas poderia pensar sobre como ele seria.  E a partir de seus próprios pensamentos, portanto, estabeleceram algumas características para os átomos. Eram as seguintes:

  • Invisíveis;
  • Eternos;
  • Indestrutíveis;
  • Maciços;
  •  Indivisíveis.

Esta última qualidade, inclusive, é a que gerou sua nomenclatura. Afinal, ‘tomo’, em grego, significa divisão; e ‘A’ era utilizado como forma de negação. Portanto ‘A’ + ‘Tomo’ queria dizer ‘indivisível’.

Evolução da estrutura do Átomo

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Bom, mas hoje já sabemos que a maioria dessas informações sobre os átomos não são compatíveis com a realidade atual. Diversos estudiosos, ao longo do desenvolvimento da ciência, realizaram experiências e trouxeram uma melhor compreensão da partícula fundamental.

O primeiro cientista a conceituar o átomo, depois dos gregos, foi John Dalton em 1808 quando instituiu a sua Teoria Atômica. Segundo o pesquisador, o elemento primordial continuava sendo indivisível, indestrutível e maciço. Mas sua principal contribuição foi definir que os elementos químicos eram constituídos por diversos átomos semelhantes.

Um pouco mais adiante, em 1898, o Modelo Atômico de Thompson surgiu e inovou ao explicar a natureza elétrica dos átomos. Além disso, diferentemente do que havia sido proposto por Dalton, o átomo não era maciço e nem indivisível. Mais ainda, Joseph John Thompson descobriu que tal partícula era constituída por outras menores, os prótons, com cargas positivas, e os elétrons, com cargas negativas.

Anos depois, já em 1911, Ernest Rutherford aprimorou a teoria de Thompson a partir de experimentos com a radioatividade. Acabou, portanto, disseminando novas informações sobre o átomo. Dentre elas, destacamos:

  • A existência de um núcleo central no qual estavam os prótons;
  • Um espaço ao redor, constituído pelos elétrons.

Logo em seguida, Niels Bohr, no ano de 1913, amplificou os detalhes do modelo de Rutherford e estabeleceu o modelo atômico que é aceito até os dias de hoje. Segundo este, os elétrons dispõem-se na eletrosfera que são constituídas por sete camadas e quanto mais distantes do núcleo, maior a energia delas.

Vale lembrar que o físico definiu o seu modelo como sistema planetário, pois é similar ao sistema solar, no qual os elétrons (comparados aos planetas) ficam circulando ao redor do núcleo (comparado ao Sol).

E uma última descoberta a respeito dos átomos aconteceu em 1932, quando o James Chadwick detectou as partículas sem carga do núcleo atômico, os nêutrons.



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Como vemos o átomo na atualidade

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A partir de nossa retomada histórica conseguimos, enfim, estabelecer o que é o átomo hoje e como o enxergamos, não é mesmo? Confira simplificadamente então suas principais características:

  • Constituído por partículas menores: prótons, nêutrons e elétrons;
  • Prótons têm carga positiva;
  • Nêutrons não têm carga;
  • Elétrons são carregados negativa;
  • Prótons e nêutrons mantém-se juntos no interior do núcleo central;
  • Elétrons circulam ao redor do núcleo na eletrosfera;
  • A eletrosfera é formada por sete camadas ou orbitais;
  • Cada camada recebe uma nomenclatura: K, L, M, N, O, P e Q;
  • Esses orbitais possuem diferentes níveis de energia;
  • Os elétrons transferem-se de um orbital a outro a partir de estímulos;
  • Se a quantidade de elétrons e prótons é igual, o átomo está em equilíbrio.

Além de tudo isso, sabemos hoje também que as conexões que ocorrem entre os átomos, originadas a partir da movimentação dos elétrons que se deslocam nos orbitais, são as responsáveis pela formação das moléculas. E, finalmente, as diversas moléculas formam a matéria.

E antes de nos despedirmos, só mais uma curiosidade sobre esses elementos primordiais: eles são realmente muito pequenos, como já se imaginava na Grécia Antiga. O tamanho corresponde a um angstrom. Isto significa dizer que um átomo tem a dimensão de um metro dividido dez bilhões de vezes. Minúsculo, não?

Ficou mais simples agora compreender o que é um átomo? Tem mais alguma dúvida sobre a partícula fundamental da matéria? Deixe seu comentário!

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