Dragão de komodo: o maior lagarto do mundo

O dragão de Komodo (Varanus komodoensis) é a maior espécie de lagarto encontrado na Terra. O interesse das pessoas por esse animal, permitiu que essa espécie em extinção passasse a ser uma atração turística e protegida. Os músculos da mandíbula e da garganta do dragão de Komodo, permite que ele engula grandes pedaços de carne.

É um tipo de lagarto monitor, uma espécie antiga de réptil, com ancestrais que datam de mais de 100 milhões de anos. Os dragões de Komodo eram desconhecidos pelos cientistas ocidentais até 1912, e seu nome veio dos rumores de um grande lagarto parecido com um dragão, ocorrendo em algumas ilhas na Indonésia.

Tamanho desse réptil

repteis gigantes

O dragão de Komodo é o maior lagarto vivo do mundo. Esses dragões selvagens pesam cerca de 70 quilos, mas o maior já encontrado atingiu um comprimento de 3,13 metros e pesava 166 quilos. Os machos tendem a crescer mais do que as fêmeas. Os jovens recém-nascidos medem cerca de 45 cm e costumam viver os primeiros meses em cima das arvores.

Alimentação

animais gigantes e ferozes

Os dragões de Komodo se alimentam de praticamente todo tipo de carne. Desde carcaças em decomposição, pequenos roedores e aves até grandes búfalos. Esses repteis são predadores que estão no topo de sua cadeia alimentar e muitas vezes eles são canibais.

Embora o dragão de Komodo possa atingir uma velocidade de 20 k/h, sua principal estratégia de caça é a tocaia. Esse animal passa horas no mesmo lugar esperando sua presa passar, para que ele possa lançar um ataque. A maioria dos ataques são sem sucessos. No entanto, quando ele consegue morder a vítima, o sucesso da caçada está garantido.

A saliva do dragão de Komodo é repleta de bactérias mortíferas, que matarão a vítima em no máximo quatro dias. Quando a presa está enfraquecida e sem forças para se levantar, o réptil ataca e devora. O olfato desse animal é seu principal meio de localizar alimentos, como uma carcaça por exemplo. Ele usa sua língua bifurcada para sentir a presença de uma possível refeição, a uma distância de até quatro quilômetros.

Seus dentes curvos e serrilhados são uma arma poderosíssima que ele usa para rasgar sua presa. O estômago do dragão de Komodo também se expande facilmente, permitindo que um adulto consuma até 80% do seu próprio peso corporal em uma única refeição. Quando ameaçados, os dragões de Komodo podem vomitar o conteúdo de seus estômagos para diminuir seu peso, a fim de fugir.

Apesar de grandes e poderosos, esses animais raramente atacam seres humanos. Em 2017 um turista foi atacado por um desses repteis. Segundo os funcionários do parque, esse turista teria ignorado o aviso para manter distância dos animais, e acabou sendo mordido na perna esquerda.

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Habitat do dragão de Komodo

dragão de komodo vs

O dragão de Komodo existe apenas em quatro pequenas ilhas no Parque Nacional de Komodo, na parte sul da Indonésia. O isolamento do animal do resto do planeta foi o que garantiu sua sobrevivência por tanto tempo.

Na natureza eles se reproduzem anualmente. Geralmente a fêmea[  coloca entre 15 e 30 ovos em buracos escavadas nas encostas, enquanto esperam por até nove semanas para os ovos eclodirem. Avida dos filhotes não é nada fácil, pois eles precisam se abrigar imediatamente nos galhos das arvores, para se proteger dos dragões adultos. Felizmente para os filhotes, os dragões de Komodo adultos são muito pesados para subirem em arvores.

Os filhotes vivem nas árvores comendo qualquer coisa que caiba na boca: ovos, gafanhotos, besouros e lagartixas. Quando eles têm cerca de 4 anos de idade e 1 metro de comprimento, os dragões de Komodo já são grandes o suficiente para tentar a vida no chão e caçar presas maiores.

Risco de extinção

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Alguns podem pensar que o maior lagarto do mundo não teria que se preocupar com sua segurança. No entanto, um estudo estimou a população de dragões de Komodo no Parque Nacional de Komodo entre 3.000 e 3.100 indivíduos.

Dragões de komodo que vivem fora do Parque Nacional correm maior risco, uma vez que a fragmentação de habitats e as frequentes queimadas, são um grande risco para a sua sobrevivência.

Ao longo dos anos, os pesquisadores observaram que, os dragões dificilmente nadam para outras ilhas. Esses animais tendem a viver nos mesmos locais onde nasceram. Os esforços de conservação, fizeram com que o número de dragões de Komodo permanecesse relativamente estável nas duas principais ilhas do Parque Nacional.

A expectativa de vida de um dragão de Komodo é de cerca de 30 anos na natureza. Apesar de ser uma espécie de réptil antiga, com ancestrais que datam de mais de 100 milhões de anos, os dragões de Komodo são ainda pouco conhecidos, sendo necessário ainda mais estudos sobre este grande réptil.

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