A descoberta da pólvora

Componente essencial das armas de fogo, a pólvora foi uma invenção da humanidade que alterou o curso da história. No início, esteve associada à vida. Hoje, é usada, muitas vezes, para causar mortes.

Mas o que você sabe sobre a descoberta da pólvora? Preparamos esse post para contar a história dessa substância. Boa leitura!

O que é a pólvora?

A pólvora, a princípio, é um material capaz de queimar rapidamente, gerando grandes explosões. O início de sua reação começa a partir da adição de calor ao sistema e os resultados são a liberação de gases fortes e de fumaça.

Porém, hoje existe mais de um tipo de pólvora, que foi criado para minimizar a emissão da fuligem característica da primeira pólvora que surgiu.

Na sequência, explicamos o que são cada um dos dois tipos de pólvora mais utilizados na atualidade.

Pólvora negra

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A pólvora negra é a pólvora clássica, primeira a surgir, durante a Idade Média. A mesma que continua sendo usada em muitos aparatos bélicos até os dias de hoje.

Para que a sua reação alcance os efeitos esperados, a sua composição deve obedecer uma proporção adequada. A seguir indicamos os componentes e a quantidade correta:

  • Três partes de carvão vegetal;
  • 15 partes de nitrato de potássio (também chamado de salitre);
  • Duas partes de enxofre.

Assim que essa mistura é colocada em aquecimento, começa a reagir e o resultado é uma explosão.

Dentre as características principais da pólvora estão uma alta estabilidade química e a facilidade com que pode ser manuseada. Além disso, a velocidade com que é queimada depende do tamanho da granulação, uma vez que ela é vendida como granulado.

Pólvora sem fumaça

A pólvora sem fumaça surgiu bastante tempo depois da clássica, e foi criada pelo francês Paul Vielle, durante o século XVIII. A intenção do químico era obter uma substância também capaz de queimar, mas que não gerasse tanta fuligem após a combustão.

Os resultados dos trabalhos do francês levaram a produção do Poudre B, uma pólvora que queima mais lentamente. O componente principal dela, cerca de 50%, é a nitrocelulose. O restante pode ser ou nitroglicerina pura ou uma mistura desta com nitroguanidina.

Atualmente, a pólvora sem fumaça substitui a pólvora negra em diversas munições modernas e é usada frequentemente no setor da construção civil.

Quais são os outros usos da pólvora?

Normalmente associamos a pólvora às armas de fogo como pistolas, fuzis, espingardas, etc., mas ela também é usada em outras ferramentas ou instrumentos, sempre aproveitando a sua característica de principal, ou seja, uma substância capaz de queimar rapidamente.

Mostramos a seguir equipamentos que também a utilizam como princípio para suas explosões:

  • Mísseis;
  • Foguetes;
  • Fogos de artifício;
  • Satélites de comunicação.

Mas como será que surgiu tal substância? É uma conquista recente da humanidade?

A história da pólvora

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Vamos deixar claro desde já que a pólvora existe há muito tempo e embora haja uma adaptação dela, na forma de pólvora sem fumaça, a sua forma inicial, que remonta à antiguidade, continua sendo muito utilizada.

Infelizmente não é possível precisar a data exata de sua criação, mas o que se sabe é que já no século 200 a.C., durante a Dinastia Dan na China, alquimistas realizavam reações com diversas substâncias químicas, dentre elas o enxofre e o salitre.

Uma descoberta ao acaso?

Ora, o objetivo dos alquimistas chineses era encontrar formas de prorrogar a vida. Eles queriam descobrir substâncias capazes de torná-los seres imortais.  E por muitos e muitos anos a intenção primeira continuou sendo essa.

Mas passados vários anos, na China da Dinastia Tang do século IX, as pesquisas continuavam e em determinado momento os alquimistas resolveram adicionar o carvão da madeira a já conhecida mistura de salitre e enxofre. A consequência foi algo totalmente explosivo e, inclusive, há quem diga que inúmeros incêndios ocorreram nesse período. 

Pronto! Estava criada a pólvora. Seu primeiro nome, entretanto, foi “huo yau”. E mais alguns anos foram necessários para que uma receita de como fabricá-la fosse obtida. O responsável pela descrição completa do processo de sua produção foi o farmacologista Sun Simiao.

Nesse primeiro momento da história da pólvora, seu uso esteve associado a rituais religiosos e festas, predominantemente.

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Com o passar do tempo, os chineses perceberam que a pólvora poderia ser útil também em ambientes de guerra.

Devemos lembrar que durante a Idade Média os territórios estavam em conflitos constantes e as armas utilizadas eram as chamadas armas brancas, ou seja, sem poder de fogo. Diante disso, ao utilizar armas de fogo, a China adquiriu alguma vantagem sobre seus oponentes.

As armas iniciais construídas e compostas pela pólvora foram as catapultas e as granadas simples. Na sequência, entre os séculos X a XIII, além dos constituintes básicos da substância, foram adicionados a ela arsênico e mercúrio, por exemplo. O que a tornou ainda mais letal e gerou a surgimento de canhões e foguetes.

Não demoraria muito para que os adversários da China descobrissem como fabricar e utilizar a pólvora negra. E foi assim, que pouco a pouco, começou a ser introduzida na Arábia e, finalmente, quase no início da Idade Moderna, chegou à Europa.

Hoje a pólvora é usada em todos os países, não apenas com intuitos bélicos. Mas, sem dúvida, essa é a mais reconhecida de suas utilidades.

O que você acha? Será que os alquimistas chineses imaginaram o que se tornaria uma simples busca pelo elixir da vida? Deixe sua resposta nos comentários!

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