8 Fatos sobre o Cristianismo na Roma antiga

Durante muito tempo o antigo império romano dominou a Europa e boa parte do Oriente. Roma nos deixou um grande legado em conhecimento desenvolvido durante seu domínio. Mas Roma também teve um lado escuro, que faz parte de sua história. Eles reprimiram duramente os Cristãos que estavam sob seu domínio territorial. A perseguição romana aos Cristãos é algo descrito inclusive na bíblia, onde o apostolo Paulo relata as atribulações sofridas pela perseguição romana da época. No início, os cristãos tiveram dificuldades em levar adiante sua doutrina, pois os romanos os viam como supersticiosos. Isso fez com que os seguidores de Cristo fossem alvos de calunias, por parte daqueles que não aceitavam sua religião.

Veja agora 8 fatos sobre o Cristianismo na Roma antiga.

1 – Cristãos foram condenados a trabalhar em minas

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A princípio isso pode não parecer um castigo tão severo, ou pelo menos não tão assustador quanto ser devorado por leões ou queimado vivo. Ao contrário do que muitos pensam, nem todos os cristãos foram sentenciados a morte pelos romanos. Muitos deles eram sentenciados a trabalhar em minas, e isso era para os romanos como uma sentença de morte. As condições de trabalho dentro de uma mina eram extremas, e os condenados teriam que permanecer lá até a morte.

2 – O imperador que salvou um grupo de cristãos

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Durante o império de Lucio Septímo Severo houveram perseguições, tal como outros imperadores também faziam. Severo editou um decreto onde proibia a fé cristã.  Por mais improvável que pareça, esse imperador salvou um grupo de cristãos que eram perseguidos. De acordo com o escritor cristão Tertuliano, Septímo Severo interveio a favor de alguns seguidores do evangelho de Jesus. Diz-se inclusive que o imperador tinha um médico pessoal que era cristão.

3 – Cristãos foram acusados de serem ateus

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O ateísmo é a negação da existência de uma divindade. Os cristãos adoram a Deus com muito orgulho. No entanto, os antigos romanos não conseguiam ver a adoração a um Deus sem uma imagem. Por esse motivo, os cristãos foram acusados de serem ateus, pois eles não tinham uma imagem que representava seu Deus.

4 – Constantino proibiu tatuagens

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A tatuagem é uma arte que os seres humanos já fazem há milhares de anos. Foram encontradas tatuagens em múmias do antigo Egito. No entanto em levítico 19:28 diz o seguinte: Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o Senhor.

No antigo império romano, escravos e condenados eram geralmente tatuados. Mas com a recém conversão do imperador Constantino ao cristianismo, e inspirado pelos ensinamentos da Bíblia Sagrada, foi editado um decreto em que se proibia o uso de tatuagens no rosto. Constantino acreditava que o rosto não poderia ser desfigurado, pois era a imagem e semelhança de Deus.

5 – Cristãos e o exército romano

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Religião e estado era algo inseparável por muito tempo da história. Em Roma não era diferente. Os soldados participavam obrigatoriamente de cultos pagãos em adoração aos deuses de Roma. Por causa disso, muitos seguidores do cristianismo se recuaram a servir o exército, pois não aceitariam adorar um Deus diferente do seu.

No ano de 302, um cristão interrompeu um sacrifício que acontecia em praça pública. Esse homem gritou para que os soldados que fossem cristãos se demitissem do exército. A relação entre o exército e a nova religião passou a ser algo confuso para os soldados.

 6 – Cristãos foram acusados de odiar a humanidade

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Calunia, morte e tratamentos cruéis foram algo que o cristianismo na Roma antiga teve que enfrentar. Por se recusar a participar da vida cível e social de Roma, os cristãos foram vistos como antissociais e foram acusados de odiar a raça humana. O motivo para os cristãos era claro: a vida social dos romanos era diretamente ligada a adoração de seus deuses.

7 – O primeiro imperador romano cristão foi Felipe

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Ao contrário do que muitos pensam, Constantino não foi o primeiro imperador romano que se tornou cristão. Filipe, o árabe, celebrava a Páscoa com os cristãos antes de Constantino se tornar imperador. Os primeiros escritores cristãos descreviam Felipe como alguém simpático a nova religião.

Os historiadores modernos rejeitariam essa afirmação, mas os primeiros cristãos acreditavam que Filipe, o árabe, era um cristão secreto.

8 – Ritual canibal

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Por desconhecimento dos mandamentos da nova religião, os Romanos interpretaram mal algumas práticas que os cristãos tinham. A eucaristia foi interpretada pelos romanos como um ritual canibal, pois eles acreditavam que esse povo realmente comiam a carne e bebiam o sangue de Cristo.

Muitos boatos contra os cristãos eram fofocas, propagadas por pessoas mal-intencionadas contra os seguidores de Cristo. Curiosamente, os próprios romanos bebiam o sangue de gladiadores, acreditando ser este um remédio contra a epilepsia.

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